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Título:  Adaptação cultural e validação da reprodutibilidade da versão Portuguesa da escala de dor Face, Legs, Activity, Cry, Consolability (FLACC) em crianças
Autores:  Luís Manuel Cunha Batalha
Gina Maria Rodrigues dos Reis
Luísa Paula Santos Costa
Maria Dulce Ramos Carvalho
Ana Paula Murta Miguens
Orientadores: 
Recebido para publicação:  2008-12-19
Aceite para publicação:  2009-05-27
Secção:  Artigo de Investigação
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Resumo
O controlo da dor é uma responsabilidade dos profissionais de saúde e a excelência desse controlo, depende de uma avaliação sistemática da dor através de instrumentos válidos para a sua medição.
Sendo a criação de uma nova escala e sua validação um processo complexo, moroso e oneroso, pretendeu-se fazer a adaptação cultural e linguística da escala FLACC e avaliar o seu grau de reprodutibilidade.
A tradução e retroversão da escala foram feitas, para cada uma, por duas tradutoras bilingues de forma independente, cuja língua mãe era a da versão para a qual se iria fazer a tradução. A versão final de consenso foi comparada com a versão original, verificando-se equivalência entre ambas. Posteriormente em cinco Serviços de um Hospital Pediátrico e um Serviço de Pediatria de um Hospital Distrital foi avaliada a dor na mesma criança de forma simultânea e independente por três enfermeiros, com a versão Portuguesa da escala FLACC.
Num total de 92 observações o nível de concordância determinado pela média do coeficiente Kappa entre os três enfermeiros, foi de 0.555 para o indicador face, 0.686 para pernas, 0.631 para a actividade, 0.692 para o choro e 0.673 para a consolabilidade. O valor da concordância total foi de 0.912.
Os autores concluem que versão Portuguesa da escala FLACC ao revelar um alto grau reprodutibilidade constitui um instrumento valioso para a melhoria da qualidade de vida das crianças e suas famílias, se usada diariamente pelos profissionais de saúde na avaliação da dor das crianças cujo desenvolvimento psicomotor ou situação clínica impede a verbalização da dor.

Palavras-chave
medição da dor, criança, pediatria
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Revista Referência RII0832.pdf
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